domingo, 3 de dezembro de 2017

As fases da lua, a bruxaria e o misticismo

Desde sempre a lua está ligada ao misticismo e ao aspecto feminino. Antigamente, com os povos pagãos, era comum associar os ciclos lunares com o ciclo menstrual das mulheres, por conta da duração dos dois (aproximadamente 28 dias). Em várias línguas as palavras menstruação e lua são as mesmas ou associadas. Talvez seja a partir daí que a lua começou a ser representada e vista como o símbolo feminino e tudo o que está ligado ao gênero, como a intuição, as emoções e a face feminina da divindade. Naquela época, como não havia calendário, quando as mulheres ficavam grávidas, elas contavam a data de nascimento do bebê através das luas. Por conta desses fatores, e de muitos outros (como a influência nas colheitas, maré e crescimento das plantas), a aproximação do povo antigo com a lua era muito grande.

Com o avanço das grandes cidades e a cristianização dos povos pagãos, o contato com a natureza passou para segundo plano e, consequentemente, as crenças que o povo antigo mantinha acabaram se perdendo no meio do caminho. Isso explica porque nossa conexão com a Mãe Natureza  é tão superficial (bem vemos como o ser humano está destruindo tudo). Porém, alguns costumes prevaleceram até os dias atuais. Você deve ter ouvido falar que cortar o cabelo na Lua Minguante é ruim, porque deixa o cabelo 'sem vida'. Na minha família, por exemplo, sempre foi assim, e eu sigo esse costume até hoje. Não sei dizer de onde exatamente surgiu essa crença, é uma tradição que geralmente é passada oralmente por nossas avós.


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Resenha crítica: "Dama da Noite" - Cinzas do Éden

"Assim como relatam várias tradições e crenças, Deus criou Adão e Eva, mas antes de Eva, houve Lilith..."


Hoje inicio a resenha de mais um livro, chamado "Dama da Noite", da escritora portuguesa Cátia Figo. Comecei a leitura desse logo após terminar a resenha do livro "Os sussurros dos Druidas", e mais uma vez tô atrasadíssima com essa resenha (novidade...). Em junho do ano passado a escritora de 27 anos me contatou através da minha página no facebook e me convidou para ler e fazer uma resenha de seu primeiro livro, que ainda estava em fase de lançamento na época. Aceitei seu convite, mas como já tinha outro livro e outra resenha para fazer, a dela atrasou muuuuuito mais do que o esperado, mas consegui finalmente terminar a leitura e sentar para escrever o que achei de "Dama da Noite".



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Esbat - celebrando a lua com a Deusa

Grande Mãe Lua brilha sobre nós
Grande Mãe Lua brilha sobre nós
Brilha, brilha, plena e cheia
Grande Mãe Lua brilha sobre nós
Antigos mistérios
Sua dança me revela
Antigos mistérios
Da Mãe Anciã e Donzela
Antigos mistérios
Seu canto é sedução
Antigos mistérios
Chamam o meu coração

A cada 28 dias os celtas comemoravam o Esbat, uma celebração totalmente dedicada à Lua Cheia e à Deusa Mãe, suas fases e faces e seu aspecto feminino. Antigamente era muito comum que os povos pagãos, não só os celtas, reverenciassem a lua, que ainda hoje é ligada ao misticismo e à magia.

O Esbat, para quem segue os antigos costumes pagãos celtas, ou para quem segue a Wicca, seja como religião ou filosofia, costuma ser celebrado uma vez por mês, com mais frequência que os sabbats, que são celebrações da roda do ano.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Voltando ao passado em "Outlander"

Hoje eu tô aqui para falar de ~mais uma~ série que eu assisti e AMEI: Outlander. Ela ficava lá na minha lista da Netflix, escondidinha, sem eu me interessar muito, mas eis que um dia resolvi assistir e adoreiii!!!!! Como sempre, quase todas as séries medievais estão na minha lista (um dia eu zero tudo, ainda me falta tempo...), e também foi por causa dessa temática que resolvi ver Outlander. Claro que essa série não é bem medieval (a história se passa em 1743 - século XVIII), mas a ideia de uma viajante no tempo foi o que a princípio me atraiu.

Outlander é uma série televisiva criada por Ronald D. Moore, baseada na saga de livros de mesmo nome, batizados aqui no Brasil de A viajante do tempo, da escritora Diana Gabaldon.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Resenha crítica: "Os Sussurros dos Druidas" - Os netos de Svolk


"A história inicia-se dois anos antes do descobrimento da Nortúndria, ou do nosso descobrimento por ela. Acrescentarei que não haverá omissões ou mentiras nessa narrativa. Peço que não me pergunte quem me contou essa história, pois eu lhe responderia, olhando nos seus olhos, que ouvi apenas 'os sussurros dos druidas'". 



E depois de quase quatro meses, eis que termino a leitura do primeiro livro da série Os Sussurros dos Druidas, chamado Os netos de Svolk. Na verdade, essa resenha está super, ultra, mega atrasada, e eu vou explicar o porquê. Há cerca de quase um ano, mais especificamente em julho do ano passado, o autor do livro, o mineiro de 25 anos, Marcel Gasparini, conheceu, através das minhas divulgações no facebook, o Condado Encantado e, por conta disso, me convidou para fazer uma resenha sobre seu livro recém lançado na época (o convite se deu porque meu blog trata justamente desses assuntos medievais também). Eu topei, claro, porém expliquei que tinha um monte de coisa para fazer, como meu livro-reportagem, fruto de um TCC, que eu também estava escrevendo e que me deixou muito louca, por sinal. Mas prometi que assim que acabasse tudo, daria início à leitura e, posteriormente, à resenha do livro. E cá estou agora. Primeiro, quero agradecer ao Marcel pela paciência e por depositar sua confiança em mim para eu contar um pouco o que achei de Os Sussurros dos Druidas. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Conde Vlad Tepes: a verdadeira história por trás do Drácula

Já faz bastante tempo que a Romênia me desperta curiosidade. Todos aqueles castelos medievais maravilhosos são os culpados, mas é naquele lugar que a lenda do Conde Drácula paira sempre forte, e isso foi o que me motivou a escrever esse texto. O famoso vampiro dos cinemas, livros e imaginário popular, na verdade, foi inspirado em um conde que ficou conhecido por empalar suas vítimas antes de matá-las. Seu nome era Vlad III.

Conde Vlad III
Vlad III era um conde e príncipe da Romênia, conhecido como Vlad III Dracula ou Vlad Tepes, que em romeno significa "Vlad empalador". Ele ganhou esse apelido porque empalava seus inimigos ou traidores ao redor de seu castelo, o que era um tanto quanto chocante. 

Por incrível que pareça, Vlad era muito mais assustador que o personagem criado a partir dele. O Conde ficou mundialmente conhecido quando Bram Stoker escreveu o livro "Drácula" baseado nessa figura histórica, e desde então Vlad Tepes é associado ao vampiro mais popular do mundo.